sexta-feira, 14 de maio de 2010

Maestro João Carlos Martins

Ele é um exemplo de persistência e superação. Chorei ao vê-lo no último capítulo de VIVER A VIDA, com as abençoadas mãos que teimam em seguir tocando. O maestro é considerado pela imprensa internacional como um dos maiores intérpretes da obra de Johann Sebastian Bach e um dos maiores pianistas da atualidade. Tocou com as maiores orquestras americanas e européias, tais como 'Boston Symphony', 'Los Angeles Philharmonic', 'Royal Philharmonic', 'Cleveland Symphony', 'Pittsburgh Symphony' entre outras.

No apogeu de sua carreira é que começou o outro lado de sua história. Ao machucar-se num jogo de bola, uma pedrinha entrou em seu braço, perto do cotovelo, rompendo um nervo. Após muita fisioterapia e força de vontade, foi em frente. Continuou sua jornada adaptando-se a uma nova maneira de tocar piano, superando todos os entraves. Tocou para uma grande platéia no 'Carnegie Hall'. E daí pra frente gravou a obra completa de Bach. Porém suas mãos foram atingidas pela LER (lesão por esforço repetitivo), mais uma interrupção em sua arte.

Com muito treino retomou e continuou a tocar como antes. Porém, ao sair de um estúdio em Sofia - Bulgária - foi assaltado e ao reagir foi atingido na cabeça, com uma barra de ferro e sofreu uma lesão cerebral que o retirou dos palcos por oito meses. O lado direito de seu corpo ficou comprometido e a solução se resolveria se fosse feita uma cirurgia que cortasse o nervo da mão direita, o que foi feita, após um concerto de despedida.

E a música continuou sendo a companheira do mestre, que passou a tocar apenas com a mão esquerda, aquela em que havia lesionado num jogo... Mas, devido ao uso excessivo desta mão surgiu um tumor, que fez o Maestro perder também os movimentos da mão esquerda. Dissera ao seu cirurgião que embora perdesse os movimentos das mãos, jamais perderia a música!

Após, com a humildade de sempre, começou a estudar regência e mesmo não conseguindo usar as mãos para segurar a 'batuta' e nem virar a 'partitura' conseguiu superar-se, decorando as partituras.


Seu livro ‘A saga das mãos’!

domingo, 9 de maio de 2010

Retrato de Mãe


Uma Simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus;

e pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça pensa como uma anciã e, sendo velha , age com as forças todas da juventude;

quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças;

pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos;

forte, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões;

viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome desta mulher se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum: porque eu a vi passar no meu caminho.

Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página: eles lhes cobrirão de beijos a fronte; e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria Mãe.

(Tradução de Guilherme de Almeida)

terça-feira, 4 de maio de 2010


"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo de plantamos"
ASSESSORIA JURIDICA E EMPRESARIAL